BLOG DOS ESPORTES

25 Outubro 2009

Galo bica Porco

Foi mais difícil do que se pensava, mas o Galo conseguiu bater o Vitória no Mineirão com 57 mil pessoas e encostou de vez na liderança do Palmeiras.


Agora, assim como o alviverde, o Galo só depende de suas forças para levantar o caneco.


Com a diferença de que vive um momento de ascensão e empolgação (antes do Vitória, bateu o São Paulo no Morumbi) contra o desânimo vivido pelo líder.


O Palmeiras teve todas as chances para liquidar a disputa pelo título nas últimas rodadas e fracassou retumbantemente.


Agora vai ter que suar sangue se quiser festejar em dezembro.

Análise expressa do restante da rodada

Sete jogos encerram a 31ª rodada e podem torná-la das mais atraentes para o campeonato.


Isso porque se São Paulo, Inter e Flamengo vencerem seus clássicos locais contra Santos, Grêmio e Botafogo, vão se juntar ao Atlético-MG e colar de vez no Palmeiras.


Dos três duelos, quem teoricamente terá desafio mais árduo será o Colorado, já que o Santos não aspira a nada e o Botafogo põe sua decadência à prova contra o embaladíssimo Rubro-Negro.


No outro dérbi local, Coritiba e Atlético medem forças no Couto Pereira e tentam se desgarrar de vez da perigoza zona do rebaixamento. Com campanhas semelhantes, é forte a possibilidade de uma igualdade.


O Serra Dourada testemunhará o duelo entre Goiás e Fluminense, que pode marcar o renascimento de um eventual vencedor ou o fim da linha para o derrotado. O blogueiro crê no Goiás, por um placar magro.


Já o desinteressado Corinthians, que só pensa em seu centenário, encara o Cruzeiro, melhor do returno, e tem tudo para amargar mais uma derrota no Pacaembu.


E fechando a conta, o Avaí não deverá ter dificuldades em afundar o vice-lanterna Sport na Ressacada e dar mais um empurrãozinho para os pernambucanos rumarem à Série B.

24 Outubro 2009

Galo joga para encostar na liderança

Dois jogos neste sábado dão prosseguimento à 31ª rodada do Brasileirão, que começou no meio de semana com a derrota do Palmeiras para o Santo André.


Os jogadores do Verdão, por sinal, não irão desgrudar os olhos da TV quando o vice-líder Atlético-MG entrar no Mineirão pra encarar o Vitória, sem maiores ambições para o restante da temporada.


Sem Eder Luis, Correa e Carlos Alberto mas com Ricardinho, Diego Tardelli e casa cheia, o Galo deve encurralar os baianos para buscar a vitória que deixará o time a um ponto da liderança.


No outro jogo, o Náutico recebe o Barueri nos Aflitos precisando desesperadamente da vitória para ganhar oxigênio na corrida contra a degola.


Para não ficar em cima do muro, o blogueiro aposta na vitória dos mandantes nesse sábado.

22 Outubro 2009

Milan galáctico

A vitória do Milan sobre o Real Madrid foi daqueles jogos que todo amante do futebol deve guardar na memória.


Não é todo dia que os dois maiores colossos do futebol se enfrentam na mais importante competição interclubes do mundo.


E justamente quando os olhos do mundo analisavam o primeiro reencontro de Kaká com seu ex-time, foi o contestado Pato que deu as cartas no Santiago Bernabéu com dois gols, um deles o que garantiu a vitória no finalzinho.


Cristiano Ronaldo, machucado, não jogou. Mas o outro Ronaldo, o milanista, quem diria, jogou muito bem e com garra que há tempos não se via.


Dida e Casillas bem que tentaram roubar a cena com falhas bisonhas, sobretudo o brasileiro.


Assim como o árbitro trapalhão, que marcou falta inexistente de Thiago Silva no lance que decretaria a virada italiana. Nada que tenha tirado o brilho da vitória rossonera.


Leonardo respira aliviado depois de passar em seu teste mais difícil.


E os vovôs do Milan se preparam para o duelo da volta. Uma nova vitória sobre o temido Real Madrid será a prova de que o tradicional rubro-negro tem gás para um derradeiro título antes de começar a renovação do seu plantel.

Líder em colapso

Três derrotas seguidas, nenhum gol marcado nos últimos três duelos e a possibilidade de ver a vantagem na tabela dizimada.


Mas quem quer ser campeão não pode perder para o Santo André, que tem um time visivelmente inferior e é grande candidato a voltar para a Série B no fim do ano.


A verdade é que a derrota no ABC escancara um princípio de crise que pode ter desfecho trágico para o Alviverde caso os jogadores e Muricy Ramalho não se recomponham rapidamente.


Diego Souza afirmou ter medo de deixar o título escapar por entre os dedos. Pois é bom que se preocupe, porque o Palmeiras foi um arremedo de time ontem.


Os meias não apoiaram, a zaga falhou feio no lance do gol e o ataque passou em branco (apesar de ter carimbado a trave duas vezes).


Marcos fez o que pôde, mas não é sempre que santo de casa faz milagre.


Se o Palmeiras depende de si para ser campeão, o mesmo agora vale para o Atlético-MG, já que os dois se enfrentam na última rodada.


Até mesmo o apático São Paulo e o emergente Flamengo podem sonhar, mas para isso precisam vencer os clássicos contra Santos e Botafogo.


Se existe uma boa contribuição do Palmeiras nesse momento é que sua pane devolveu a emoção a um campeonato que parecia ter como virtual vencedor o Palestra.

De volta. Pra valer. Mesmo.

Quatorze rodadas se passaram e muita coisa aconteceu, entre elas um acúmulo insustentável de atividades que impossibilitou esse blog de ser tratado como ele merecia.


Porém, a tempestade parece dar sinais de passar. Se chegou a hora da bonança?


Não, chegou a hora de trabalhar para reativar esse espaço e tocá-lo com seriedade.


Portanto mãos à obra.

11 Agosto 2009

Análise 17ª rodada

A grande surpresa da rodada foi a queda do Cruzeiro para o desesperado Atlético-PR em pleno Mineirão. O rubro-negro paranaense soube aproveitar o desequilíbrio emocional da Raposa (com dois expulsos) e garantiu o surpreendente - e justo - resultado na estreia de Antônio Lopes.


Além do Cruzeiro, o Coritiba foi o único a perder como mandante: 1 a 0 para o Santos em partida que Kléber Pereira reviveu seus "melhores" dias e perdeu um caminhão de oportunidades.


Na Ressacada, o atrevido Avaí fez o placar mínimo e garantiu o triunfo contra o Santo André que garantiu o time do técnico Silas na briga pela parte de cima da tabela.


O São Paulo realmente dá mostras que 'o campeão voltou'. Após sofrer um belo gol do botafoguense Lucio Flavio, o hexacampeão foi pra cima do alvinegro e contou com o oportunismo de Washington e a bela fase de Dagoberto para emplacar a quarta vitória seguida e se aproximar ainda mais do G-4.


No jogo mais emocionante da rodada, o Flamengo fez o mais difícil ao buscar o empate com o Goiás em pleno Serra Dourada, com direito a golaço do interminável Petkovic. Mas nos extertores do espetáculo, eis que surge o também veteraníssimo Iarley para fazer 3 a 2 e ver explodir a torcida esmeraldina. Os rivais que se cuidem, o Goiás não está para brincadeira.


Enquanto isso, a torcida do Corinthians ficava mais aflita no Recife. O desfigurado e apático alvinegro (que jogou de roxo) mostrou sua dependência de Ronaldo e perdeu por 1 a 0 após pênalti de William no bom Gilmar. E pensar que há duas semanas se falava em tríplice coroa no Timão...


No duelo dos moribundos, o Fluminense atropelou o cada vez mais afundado Sport por 5 a 1 e conseguiu respirar. Apesar do triunfo, o tricolor das Laranjeiras ainda agoniza da zona de rebaixamento.


Complementando a rodada, o Barueri segue surpreendendo e passou por cima do Vitória sem dó: 4 a 0 e grande campanha confirmada!


O último - e talvez mais esperado - jogo da rodada reuniu Palmeiras e Grêmio no Palestra. E os gaúchos, que só tinham somado um ponto em 18 possíveis fora de casa, conseguiu arrancar um empate dos líderes do campeonato após saírem perdendo por 1 a 0. E só não viraram porque Marcos estava em uma noite daquelas.

03 Agosto 2009

O que o Flamengo pode aprender com o Avaí

Gigante pela própria natureza, é de fazer corar a maneira amadora que o Flamengo vem sendo administrado ao longo dos seus últimos anos.


Sem títulos relevantes desde o Brasileiro de 92, os cartolas-torcedores que passam pelo comando do clube mostram que já está na hora de profissionais e gestores capacitados assumirem o comando para reerguer uma instituição esportiva que seria uma máquina de fazer dinheiro.


Mas o que se vê é uma administração anacrônica, estagnada no tempo e incapaz de sair da inércia, capaz de vender Ibson por R$8 milhões e tentar recomprá-lo pelo dobro do valor no espaço de quatro anos, viu seu CT ser penhorado, entre tantas outras coisas.


Restringindo-se às quatro linhas, vê-se um time que não dá a menor estabilidade para seus profissionais, bagunçado, sem planejamento, com uma categoria de base em frangalhos e com dívidas astronômicas com jogadores e ex-jogadores.


O resultado está aí: Sem técnico, o clube não conseguiu arrumar um profissional que aceitasse o desafio. Preferem ficar em clubes menores, ganhando em dia e trabalhando com relativa segurança a encarar um verdadeiro presente de grego na Gávea.


Na outra ponta do fio está o Avaí. Com orçamento modesto, equipe barata e técnico jovem, vai fazendo um belo papel na Série A. Qual a diferença? É que os catarinenses, em uma temporada, parecem ter entendido o que o Flamengo não conseguiu até agora.


Que planejamento, responsabilidade nos gastos e respaldo ao treinador são essenciais para que um trabalho seja desenvolvido do início ao fim. Ou alguém acha que Silas ainda seria o treinador caso tivesse na Gávea um início instável como aconteceu na Ressacada?


Por seu tamanho, história e representatividade, o Flamengo não deveria ter adversários no Brasil, mas sabemos que não é bem assim. Quem sabe se tiver a humildade de olhar para os pequenos notáveis e colocar a mão na consciência o gigante de 32 milhões de torcedores não desperte e volte a brilhar como merece ao invés de amargar anos a fio comemorando apenas campeonatos estaduais.

Análise 16ª rodada

Apenas 21 gols foram marcados na 16ª rodada, descontado o jogo do asterisco entre Santos e Inter, que foi adiado graças a um torneio mequetrefe no Japão que será disputado pelo Colorado.


Três visitantes venceram: O Palmeiras, cada vez mais líder, ganhou do Sport na Ilha; o Goiás, cada vez mais indesejável como visitante, sapecou o Santo André no ABC; e o São Paulo, cada vez dando mais provas de que em dezembro deve mesmo estar brigando por mais um título, venceu de novo o sempre difícil Vitória no Barradão.


O Grêmio comprovou sua fama de bipolar na competição, e após tomar mais um revés como visitante, atropelou o Cruzeiro sem dó por 4 a 1, de virada.


Os dois atléticos se deram bem, mas com direito a fortes emoções. O Mineiro passou por maus bocados contra o Coritiba no Mineirão e parece dar sinais de estar perdendo o fôlego. Já o Paranaense venceu o Fluminense no pasto do Estádio do Café, em Londrina, e ajudou a empurrar os cariocas para a lanterna.


Mas o Flu só virou o último colocado porque seu maior rival, o Flamengo, não teve a capacidade de vencer o ex-lanterna Náutico em pleno Maracanã lotado. Só não foi pior porque o zagueiro quis sair jogando como não sabe e fez uma lambança que gerou o empate rubro-negro.


Já o Botafogo confirmou sua reação e venceu o Barueri na bacia das almas. O alvinegro já está em 13º, na zona da Sul-Americana. Por fim, o surpreendente Avaí saiu no lucro no Pacaembu contra um Corinthians enfraquecido, mas ainda muito perigoso em casa. O goleirão Eduardo Martini garantiu seu bicho.

De volta...

...e para ficar.

Como o tempo provou, o blogueiro estava redondamente enganado quanto à bolada pedida por Muricy e o treinador acertou com o Palmeiras, onde tem tudo para fazer um bom trabalho.


Assim como Ricardo Gomes, que o substituiu no São Paulo, aos poucos vai conseguindo tirar o time da lama para quem sabe recolocar o Tricolor na rota do título.


Outro interino que entrou em evidência foi Andrade, que aceitou (erradamente) a bucha que é treinar o Flamengo, caótico administrativamente e que parece não ter solução. Bastou um mau resultado para as cornetas começarem a soar.

Enquanto o Bota sobe, o Flu despenca e conseguiu ganhar a lanterna do Brasileirão. Se continuar nessa toada, os tricolores já podem acender as velas e pedir ajuda aos céus.


Até o Corinthians se desmanchou nesse período. Cristian, Douglas e André Santos foram embora e, por enquanto, a teoria que o elenco alvinegro estava muito longe da força do time titular vai se comprovando.


Enfim, muita água passou por baixo da ponte. E, a partir de agora, o blogueiro vai pontuar os pricipais acontecimentos.

18 Julho 2009

Será...

...que Muricy Ramalho está forçando a barra pedindo salários estratosféricos não para esperar Tite cair no Inter, mas para esperar por um chamado pelo São Paulo em dezembro?


É apenas uma suposição sem nenhuma informação que a comprove. Mas tendo em vista o comportamento do treinador para com os interessados em seus serviços e a apatia do Tricolor sem o seu comando, é algo que pode se pensar.

Inacreditável

O blogueiro não quis acreditar em seus instintos quando estes apostavam que Vanderlei Luxemburgo iria para o Santos.


Os elevadíssimos custos com a comissão técnica, o ego inflado e, sobretudo, a falta de resultados expressivos nos últimos cinco anos já mostrariam que o custo-benefício seria uma furada.


Mas eis que o dono do clube Marcelo Teixeira mais uma vez caiu no canto da sereia e acreditou que agora, na quarta passagem do treinador, tudo será diferente.


É consenso que o efeito Luxemburgo é uma espécie de nuvem de gafanhotos, que destrói os lugares por onde passa. O técnico tenta criar um ambiente onde os clubes fiquem dependentes dele. E o pior é que às vezes consegue.


Os próprios torcedores santistas devem lembrar que o clube ficou sem vários aparelhos do centro de fisiologia, levados embora pelo treinador em sua última passagem no alvinegro.


Apesar de tudo isso, Marcelo Teixeira jura que dessa vez será diferente.


Luxemburgo sabe que não é mais aquele profissional disputado a tapas como no passado, mas dificilmente abandonará seu egocentrismo que o impediu de alcançar voos maiores na sua carreira.


Pior para o Santos, que mais uma vez se submeterá aos caprichos de quem acha que é mais realeza que o rei.

16 Julho 2009

Mineirazzo...

Tinha tudo para ter uma festa no Mineirão, mas desde o começo havia uma atmosfera estranha no ar.


A confiança da torcida cruzeirense não inflamou o time, que respeitou demais o Estudiantes e praticamente não agrediu os rivais.


Despedindo-se da Raposa, Ramires estava irreconhecível e errava tudo o que tentava. Kléber só apareceu quando levou o cartão amarelo em discussão que nem era sua.


Foi-se o primeiro tempo e o zero insistia em permanecer no placar. Igualzinho a La Plata, o que empurraria a decisão do campeão para as penalidades.


Até que Henrique, o garoto que fez um golaço contra o São Paulo no Morumbi, apareceu com um tirombaço de fora da área que desviou na zaga e dormiu nas redes hermanas, aos 7 minutos.


Parecia que a Raposa iria acordar e liquidar o adversário, mas cinco minutos depois, Fernandéz concluiu para as redes o cruzamento de Cellay, em a jogada iniciada por Verón no meio-campo.


Pronto. Bastou o empate para a coisa começar a complicar. O Estudiantes começou a jogar como se estivesse em casa e a cadência argentina minou os nervos mineiros.


E foi assim, sem muitas dificuldades, que alvirrubro conseguiu a virada, para a perplexidade da multidão que acompanhava a partida no Mineirão.


Aos 41, Thiago Ribeiro mandou um petardo na trave.


Era o fim do sonho do tri. No Brasil, por enquanto, só o São Paulo pode se gabar do feito de ter levantado três vezes o troféu.


O clube celeste ajuda a engrossar a impressionante estatística: Desde 2000, o Brasil esteve presente em oito finais e ganhou só duas; ambas em decisões regionais.


Mas pelo que evoluiu ao longo do torneio, pela consistência apresentada nas últimas fases e pela genialidade da Brujita Verón, o tem de se dizer que o título da Libertadores ficou em excelentes mãos.