26 fevereiro 2013

O voo do Ganso

Há duas semanas, Adalberto Baptista conversou com membros da DIS e disse para todos ficarem tranquilos porque Ganso vai dar certo no São Paulo. O diretor de futebol, principal entusiasta da chegada do meia, aposta que ele dará muitas alegrias ao torcedor e quis deixar claro que não existe pressão em cima do meia.

Delcyr Sonda continua achando que fez a escolha certa ao colocar o jogador no Morumbi. Ele expressou isso há menos de uma semana em conversa com investidores.

O que tem deixado boa parte da diretoria com o pé atrás - embora isso não seja admitido publicamente - é que, na concepção dos dirigentes, Ganso já deveria estar alguns passos na frente em sua recuperação. Acreditam plenamente no talento do meia, mas esperam dele uma postura mais firme, de quem quer recuperar seu espaço na seleção e no futebol. A declaração de Juvenal Juvêncio dizendo que ainda não estava encantado apenas traduziu o que se passa na cúpula.

O mesmo vale para a DIS. Em matéria publicada no Estadão, uma das pessoas que ajudou a levar Ganso para o São Paulo lembra que sua adaptação era lenta mesmo no Santos, mas que no novo clube ele não tem lugar cativo. A empresa, obviamente, espera retorno financeiro e sabe que para isso precisará que jogue mais e de forma mais apaixonada. "O Ganso é apaixonado pelo último passe, mas às vezes acha que marcar não é pra ele e precisa mudar de atitude", disse a mesma pessoa.

Existe ansiedade para que o jogador mostre seu talento e "exploda" no Morumbi. Para piorar, além de não ter aproveitado as oportunidades que teve (contra o Linense até se esforçou, mas ficou claro que ainda precisa encontrar seu setor no campo), Jadson, seu concorrente se Ney Franco optar pelo 4-2-3-1, está em seu melhor momento.

Nesse cenário, ou Ganso começa a jogar muito bem ou vai ficar para trás. Por enquanto o clima é de expectativa positiva, mas pode começar a azedar se o jogador não der resposta em campo.

A bola está nos pés de Ganso. Pelo que já mostrou, ele saberá o que fazer com ela.

Opinião

Ganso precisa de mais jogos para emplacar, mas precisa mudar um pouco da sua mentalidade. Mais do que belos passes, ele precisa ajudar os companheiros quando não está com a bola.

Se o São Paulo atuar com dois meias e voltar ao 4-4-2, suas chances de conseguir a tal sequência aumentam bastante. Caso contrário precisa brigar com Jadson e o camisa 10 é o melhor do time no ano ao lado de Osvaldo.

Ney Franco, que nada tem com isso, segue correto na forma de utilizá-lo. Só vai ser 'forçado' a mudar de ideia se Ganso começar a comer a bola. E ninguém da DIS discorda das suas atitudes.

Vale destacar que a diretoria, mesmo querendo ver o jogador em campo, não faz qualquer tipo de pressão no treinador.

Este blogueiro acredita que se todos tiverem paciência e calma, Paulo Henrique Ganso jogará muita bola no São Paulo.

Um comentário:

Rafael Fernandes disse...

Muito bom o texto, nunca havia entrado no blog. Agora ficara entre meus favoritos!