Levando-se em conta que o Brasil enfrentava um rival muito forte e na casa do adversário, a seleção não fazia um jogo de todo ruim contra a Alemanha.
Se Pato tivesse feito o gol em cavadinha que mandou para fora talvez estivéssemos falando sobre a surpreendente vitória brasileira em Stuttgart. O problema é esse, sempre tem um "se" no meio.
Mano Menezes acreditou em uma filosofia de trabalho e a desenvolvia contra adversários de menor expressão, o que não é demérito algum. Para uma equipe em formação e jovem, nada melhor do que ganhar corpo contra sparrings mais fracos e progredir gradualmente até enfrentar os rivais mais complicados.
É provável que tenha ocorrido um erro de avaliação e os rivais tenham sido escolhidos na hora errada, mas o fato é que os tropeços contra os grandes dão a impressão de que Mano se perdeu.
O treinador enxerga em Ganso o articulador que a seleção precisa em 2014, mas apostou no obscuro Fernandinho contra os alemães (enquanto Lucas faz parte do grupo há mais tempo). Dá a impressão que o técnico esqueceu o projeto e começou a se preocupar mais com as críticas.
As boas apresentações do Brasil podem voltar, mas acredito que Mano só vai conseguir repetir o bom nível das primeiras apresentações quando perder o medo de perder o emprego - até porque faltam bons candidatos ao posto.
Providencialmente, a seleção não vai enfrentar mais Itália e Espanha (diz-se que por problemas de agenda, mas o anúncio precoce dá a impressão de que o motivo é outro). E bater Costa Rica e Gabão é uma obrigação sob qualquer cenário.
Que Mano volte a acreditar mais em suas apostas. Nesse ponto, Dunga ainda dá um banho no seu sucessor.
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