O Palmeiras chega aos seus 97 anos amargando mais uma eliminação, agora na Copa Sul-Americana. O time titular foi despachado pelo mistão do Vasco. Depois da inútil vitória por 3 a 1, aplausos da torcida. Mais uma vez, o alviverde mostrava raça e caía "de pé".
Não há demérito algum no termo, mas nos últimos 12 anos a expressão se tornou corriqueira no clube. Sinal de que alguma coisa vai muito mal no Palestra Itália. Entre o atual jejum e aquele de 17 anos que durou até 1993, existiu a era Parmalat e só ela foi capaz de tirar o clube do limbo.
A velha Academia deu lugar a um clube ultrapassado e que não consegue olhar para frente, preso em memórias de tempos que não voltam mais. Para piorar, a guerra fratricida entre conselheiros mina qualquer esforço para que mudanças sejam feitas.
Desde que conquistou a Libertadores em 99, o alviverde viu Santos, Corinthians e São Paulo acumularem títulos de expressão e relegarem um dos clubes mais tradicionais do país à condição de coadjuvante, aquele time simpático que não fere ninguém.
Olhar para trás mostra que pode ser uma experiência cara. A diretoria gastou R$ 20 milhões para recontratar Valdivia e Kleber, dois jogadores tidos como ídolos e cujas conquistas não passaram de um Paulista em 2008. Com o mesmo montante, Montillo, Arouca e Guerrón poderiam estar vestindo a camisa alviverde e ainda sobrariam R$ 4 milhões para contratar outros nomes. Uma conta simples que mostra como as coisas andam sendo mal feitas.
É preciso mirar o futuro. Parar de pensar nos eternos retornos de ídolos (a volta de Felipão, a volta de Kleber, a volta de Valdivia, a volta de Henrique, a volta de Alex) e buscar sangue novo. Tirar o ranço do que passou e se profissionalizar para valer. Investir na base e parar de esperar que parceiros caiam do céu com jogadores duvidosos.
O Palmeiras é um clube muito grande que se apequenou nos últimos anos. Não fosse a era de ouro da Parmalat e o clube poderia estar sem títulos desde os anos 70. Quem sabe a proximidade do centenário não leve à conclusão que, do jeito que está, o antigo alviverde imponente continuará sendo motivo de deboche dos rivais.
Não só os palmeirenses precisam de um time forte. Corintianos, são-paulinos e santistas também merecem ter de volta o adversário que intimidava e brigava de igual para igual por títulos. Por enquanto, a única coisa que a torcida comemora é ver seu time cair de pé. Para o Palmeiras, isso é muito pouco.
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