28 Julho 2011

Não é hora de Ronaldinho na seleção. Ao menos por enquanto.

Ronaldinho fez um jogo espetacular pelo Flamengo? Sim; o camisa 10 mostrou disposição, se apresentou para o jogo, fez três gols, driblou...enfim, tudo o que se esperava dele desde seu retorno ao futebol brasileiro.

O jogador está com 31 anos e mesmo não estando mais no auge da forma física, ainda tem lenha para queimar. Nunca teve lesões graves na carreira e possui longa experiência internacional.

Com talento de sobra e vontade, é evidente que haveria espaço na seleção para ele, especialmente se apresentações como as contra o Santos começarem a se repetir com frequência.

Mas não é hora. Pelo menos por enquanto.

Vamos lembrar que há pouco tempo atrás Ronaldinho estava sendo espinafrado por suas atuações opacas e aparente falta de vontade em campo. Suas últimas atuações vêm em ritmo crescente, mas ainda é cedo para pensar em um retorno.

Falta sequência ao jogador, justamente o que todos pedem desde 2006, quando esqueceu seu futebol em algum lugar. Até então o que vimos foram lampejos do craque e qualquer raio do 'velho' Ronaldinho já virou motivos para comemorações.

Defendi a convocação do Gaúcho para a Copa de 2010 (como defendi a de Ganso e a exclusão de Neymar), porque mesmo não sendo o mesmo jogador que assombrou o mundo no Barcelona, vinha em bom momento no Milan (nada espetacular, mas o suficiente para ser melhor do que todos os cabeças de bagre do time de Dunga) e poderia ser útil.

No jovem grupo de Mano, poderia ser uma das peças de equilíbrio e experiência, além de uma alternativa às inconstâncias de Ganso.

Agora é hora do jogador voltar a mostrar vontade de voltar à seleção (se é que ele quer). Para isso, vai precisar manter as atuações em altíssimo nível e mostrar comprometimento. Com seu talento, não deve ser problema.

Antes disso, é preciso ter calma. Análises devem ser feitas com base na razão e o Ronaldinho Gaúcho que enfrentou o Santos não é o que tem se apresentado pelo Flamengo.

Se conseguir manter o nível, serei o primeiro a apoiar sua volta. Mas ainda acho prematuro.

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