18 Julho 2011

É preciso ter calma com o Brasil de Mano

Justamente no melhor jogo do Brasil na Copa América, a equipe acabou sendo eliminada pelo Paraguai.

Tivesse o time acertado o pé em campo e principalmente nas cobranças de pênaltis (que horror!), estaríamos todos comentando sobre as evoluções da equipe de Mano Menezes. Não foi, e agora estamos aqui criticando o treinador e pedindo sua cabeça.

Não é bem por aí.

É verdade que Mano tem sua parcela (grande) de culpa pelo fiasco (foi muito mal nas substituições ontem, por exemplo), mas a proposta do treinador é de reformular uma equipe até então envelhecida e sem muito talento. Isso demanda tempo e uma sequência de jogos. E sem as Eliminatórias esse processo torna-se muito mais complicado.

O esquema precisa de ajustes. Lucas Leiva e Ramires não deram conta de proteger a defesa. Ganso foi uma decepção e Neymar e Pato não brilharem. Mas lembremos que a seleção que começou a competição era basicamente a que todos queriam.

A partir dos erros se trabalha para conseguir acerto. A formação ofensiva não funcionou. Talvez seja hora de experimentar Sandro (quando estiver recuperado de lesão) e pensar em Hernanes como terceiro homem de meio.

Se Kaká voltar a jogar em alto nível, tem lugar cativo na equipe, sua categoria ficou ainda mais marcante quando a seleção não pôde contar com ela. Até Luis Fabiano pode sonhar com um retorno caso tenha condições físicas.

Embora planejamento e paciência não costumem fazer parte da mente dos torcedores, é preciso tempo para a seleção ganhar corpo. Para isso, Mano precisa reagir rápido e terá de superar os obstáculos para começar a vencer rápido (lembrando que o Brasil vai encarar nos próximos meses adversários como Alemanha e Itália, e Mano ainda não venceu rivais de tradição).

A seleção ficou devendo, mas é muito cedo para se falar em troca de comando. Seja pela falta de nomes ou de tempo para desenvolver o trabalho, o treinador merece continuar desenvolvendo seu trabalho.

Resta saber se a CBF e a torcida terão paciência diante de novos tropeços.

2 comentários:

ALÔ! ALÔ! disse...

Alô Fernando,bom dia!Concordo com vc,não acho que a solução seja a troca do técnico mas tb não consigo,embora quisesse,acreditar que tudo se resume a pequenos ajustes,algumas substituições ou somente dar tempo ao tempo.Tenho o péssimo hábito de olhar o todo para tentar entender a parte e fazendo isso,tenho a certeza de que o buraco do futebol brasileiro é mais embaixo.É preciso tirar o rei da barriga,parar de acreditar no personagem de Melhor do Mundo e ter humildade para reconhecer que há muito estamos longe disso.Cuidar da formação dos nossos jogadores,com um trabalho que não se preocupe só com os pés mas tb com a cabeça,talvez tivesse evitado,por exemplo,ve-los divididos entre a ¨defesa da nação e o Insensato Coração¨.Ter dirigentes que olhassem menos para seus próprios umbigos e mais para o bem estar do esporte,ajudaria um bocado.Não vender a alma ao Demônio da Mídia,emprestar talvez,certamente significaria mais independência.Por fim,ter a frente da CBF alguém em quem se pudesse confiar e não este Nero tupiniquim,faria enorme diferença na postura e na hora de dar valor ao que realmente tem.Sem isso,Fernando,eu creio que dificilmente veremos em campo o futebol que gostaríamos.Abraços mil,Anna Kaum.

Daniel Ottoni disse...

Bom texto! Escrevi sobre isso no meu tb. depois, passa lá http://www.esportivamente.wordpress.com, abs