Cesar Cielo errou e (injustamente) não foi punido. Ganhou uma segunda chance e voou para agarrá-la.
Voo que seu nado borboleta transformou em ouro no mundial de Xangai. E não foi um ouro qualquer, para alcançá-lo, o brasileiro venceu não só seus rivais na água como superou a imensa pressão que recaía em seus ombros após o escândalo de doping.
Mas Cielo mostrou porque é um monstro. Mesmo em uma prova que não é sua especialidade, atacou a piscina com determinação e talento que só os obstinados encontram.
E na mesma China onde chorou após o ouro olímpico há três anos, o monstro Cielo voltou a derramar lágrimas durante o hino nacional.
Só que desta vez, eram lágrimas que misturavam alegria e alívio. Alívio por fazer a carreira que esteve seriamente ameaçada voltar a respirar o sonho dourado.
E como foi bom ver o brasileiro fazendo o que sabe ao invés de aparecer engravatado para explicar se tinha tomado ou não substâncias dopantes!
Como algumas manifestações (especialmente de atletas rivais) mostraram, nem todo mundo engoliu a decisão da CAS em não punir o brasileiro. Essa será a fatura a ser paga por Cielo por seu descuido.
Agora não adianta mais reclamar, a decisão foi tomada e Cielo está livre para nadar. Se alguém ainda duvidava de como ele voltaria, a resposta foi dada em Xangai.
Aos mortais como nós, resta dizer Ave, Cesar!
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