Dadas as circunstâncias e a similaridade com outros casos (como Daiane dos Santos), ver Cesar Cielo punido pelo uso de Furosemida não seria surpresa alguma, pelo contrário.
Por mais dúvidas sobre as condições em que teria acontecido a contaminação, sempre ficará a dúvida: e se de fato o brasileiro tomou alguma substância proibida?
Seja qual for a resposta, o peso da dúvida acompanhará o nadador para sempre. Talvez não da mídia, mas do seu mundo particular. As fofocas, os olhares tortos e as insinuações sutis dos adversários serão companhia constante de agora em diante.
Apesar de ser uma grande notícia para o esporte brasileiro, outra dúvida ficará: e se não fosse Cielo? Será que o desfecho positivo seria o mesmo? Como serão julgados outros atletas a partir de agora?
Conheci o nadador no ano passado e tive a melhor das impressões. Um sujeito humilde, simpático, de coração enorme e capaz de te tratar como um velho amigo e que o faz porque simplesmente é assim, não para ser apenas agradável.
Não acredito que tenha se dopado, como não acreditei que Daiane e Maurren tenham usado desse expediente que suja o esporte. Mas como bem se sabe, elas tiveram sorte diferente.
Talvez Cielo tenha pego os membros do CAS em um bom dia ou tenha sido convincente em sua exposição. O fato é que, inocente ou não, ele teve uma chance que muitos não tiveram. Portante, que de agora em diante seja duplamente cauteloso com o que ingere.
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