O blogueiro que vos escreve por vezes flertou com este espaço, mas o desejo quase neurótico de abordar tudo o que acontece no esporte me fez desistir, afinal precisaria dedicar o dia inteiro para falar sobre tudo (e viver só do blog infelizmente ainda não é possível).
Mas tendo meu protesto contra o anti-argentinismo explodido na grande rede (e aqui vão meus mais sinceros agradecimentos ao Mauro Cézar Pereira, que gentilmente dividiu o texto no seu blog), não tem mais jeito: este blog vai voltar a funcionar a pleno vapor.
Agradeço humildemente a todos os que entraram, replicaram e indicaram este espaço - que não existe para a promoção pessoal, mas sim para a troca de ideias e impressões sobre o esporte de maneira geral.
Sejam mais do que bem-vindos para elogiarem, criticarem (desde que de forma civilizada, é claro), fazerem sugestões e tudo mais. Aqui não existem donos da verdade, portanto todas as opiniões, convergentes ou divergentes, são aceitas.
Novamente agradeço pela audiência e vamos em frente. Mais tarde falo sobre a eliminação do Brasil da Copa América, Brasileirão e o que mais der tempo.
Grande abraço!
4 comentários:
Quero parabenizá-lo pelo texto sobre o anti-argentinismo. É bom ver que existem pessoas com pensamento crítico, num mar de alienação e apatia. Quem realmente gosta de futebol não torce contra times que jogam bom futebol, e não vêem apenas os jogos do seu time. Isso é outra coisa.
Abraço e Parabéns.
Prezado sr. Fernando parabéns pelo artigo, nota 10, essa richa é fruto da mídia televisiva, chamada Rede Globo, onde militam cabeças pequenas e só pensam em recompensa e levar vantagem um abraço marcos torcedor do Clube tlético Linense o Eleefante da Noroeste,m mais querido do Brasil.
Eu tb cheguei aqui através do blog do Mauro César Pereira. Parabéns pelo texto sobre o anti-argentinismo. Concordo com tudo! Vc não está sozinho, o que dá um grande alívio!
Parabéns mais uma vez.
Olá, Fernando.
Em primeiro lugar, parabéns pelo texto sobre o "anti-argentinismo" e pelo blog, que eu ainda não conhecia.
No entanto, venho registrar uma opinião diferente da sua.
Para mim, é esse tipo de rivalidade que alimenta o futebol. Sem ela, acredito que esse esporte não seria tão popular e amado quanto é.
A Argentina é hoje nossa maior rival. Pela proximidade, pelas diferenças, pelo duelo entre ídolos, tudo converge para que essa chama se mantenha viva.
Não podemos esquecer que a relação de amor e ódio entre os dois países é uma via de mão dupla. Como dizem, os argentinos odeiam amar o Brasil e os brasileiros amam odiar a Argentina. Não sei se essa é a definição certa, mas vejo como algo que traduz um pouco esse embate.
Outra questão não abordada no seu texto, é o racismo pouco disfarçado de grande parte dos hermanos, incluindo aí boa parte da imprensa.
Me lembro bem da manchete do Olé após o Brasil eliminar a Holanda (que havia despachado a Argentina antes) em 98: "A banana mecânica". Ora, é preciso ser muito ingênuo para achar que não havia um forte componente racista na expressão.
Maradona, por exemplo, frequentemente chama Pelé de "moreno" por considerar esse referência uma ofensa. Isso sem falar nas infinitas vezes que o termo "macaquito" foi usado para se referir aos brasileiros. Incluindo aí charges em jornais.
Portanto, vejo que essa rivalidade é alimentada pelos dois lados e não apenas por uma ala ufanista da mídia brasileira.
Particularmente, gosto muito do estilo do argentino jogar futebol, de sua raça e da maneira como sentem o futebol. No entanto, sempre que a camisa albiceleste estiver em campo, estarei torcendo fervorosamente contra.
E repito: O futebol não existiria sem esse sentimento.
Grande abraço.
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