15 Fevereiro 2011

Nasce o mito

Na brilhante definição de Paulo Roberto Falcão, o jogador de futebol morre duas vezes, sendo que a primeira delas é quando pendura as chuteiras.

Pois Ronaldo cedeu às dores e deixou o futebol neste 14 de fevereiro. Mas gênios não morrem, e com o Fenômeno não poderia ser diferente.

A partir de hoje, o agora ex-jogador deixa o plano terreno e torna-se um dos imortais do esporte, intocável, inabalável, indestrutível. Mais do que corintiano, barcelonista ou interista, Ronaldo foi do mundo, de todos nós.

Há quem reclame que o Fenômeno demorou para parar, mas como culpar um jogador de história tão espetacular querer compensar os quase quatro anos que teve tolhidos de sua carreira por causa de lesões dramáticas?

Queixou-se de hipotiroidismo que lhe dificultaria o emagrecimento, lamentou a ausência de uma Libertadores em seu currículo. Mas tudo isso agora é passado e só podemos agradecer por tudo que ele fez para o futebol mundial. Só suas inacreditáveis voltas por cima renderiam dias inteiros de aplausos.

Faltam palavras. Sobram elogios. Para não cair no erro da redundância, tudo o que este blogueiro quer dizer é muito obrigado e comemorar por um dos maiores atacantes da histtória ter feito parte da minha geração.

A única reclamação é não tê-lo visto com a camisa do meu time! Tudo bem, ninguém é perfeito mesmo.

Hoje Ronaldo deixou o futebol. Mas todos sorrimos reconfortados porque sabemos que o futebol nunca deixa os gênios. Sai o homem e nasce o mito.

Obrigado, Fenômeno, e boa sorte na nova etapa!

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